Sim, a ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) permite solicitar a quebra do vínculo empregatício e receber todas as verbas rescisórias, desde que a ação seja conduzida por um Advogado Trabalhista. Esse profissional é um jurista habilitado pela OAB, atuante no Direito do Trabalho em Maceió/AL, focado em litígios da CLT entre empregados e empresas, não se confundindo com advogados de benefícios do INSS. A quebra de contrato pelo não recolhimento do FGTS garante o direito de sair da empresa recebendo multa de 40%, aviso prévio, décimo terceiro proporcional e acesso ao seguro-desemprego.
Principais pontos deste artigo:
- A ausência de depósitos do FGTS é considerada falta grave do empregador pelo TST e justifica a rescisão indireta do contrato baseada no artigo 483 da CLT.
- Com a rescisão indireta reconhecida, o trabalhador recebe os mesmos direitos de uma demissão sem justa causa, incluindo o saque do fundo acumulado, a multa de 40% e as guias do seguro-desemprego.
- A prova incontestável para iniciar a ação é o extrato analítico em PDF, que deve ser gerado pelo trabalhador no Aplicativo Meu FGTS e entregue ao advogado.
- O trabalhador que entra com o processo na Justiça do Trabalho ganha o direito legal de suspender suas atividades na empresa imediatamente sem que isso configure abandono de emprego.
- Em Maceió, os processos eletrônicos tramitam pelo TRT-19, e muitas destas ações terminam em acordos financeiros rápidos já na primeira audiência de conciliação.
O que é a rescisão indireta por falta de FGTS e como ela funciona na prática?
O Advogado Trabalhista utiliza a Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho como uma espécie de “justa causa” aplicada pelo empregado contra o patrão. Essa medida está prevista no artigo 483, alínea ‘d’, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que pune a empresa por não cumprir suas obrigações legais básicas. Segundo a jurisprudência pacificada do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a falta de regularidade nos recolhimentos fundiários é falta grave suficiente para justificar o fim do contrato com indenização total.
Na prática processual, o trabalhador não precisa pedir demissão e perder seus direitos para sair de um ambiente irregular. Ao iniciar a ação judicial, a lei permite que o empregado escolha se continuará trabalhando ou se suspenderá a prestação dos serviços até a decisão do juiz. O papel do especialista jurídico é garantir que essa transição ocorra de forma segura, bloqueando o risco de a empresa alegar abandono de emprego contra o funcionário.
Como comprovar que a empresa não está depositando o FGTS?
A prova documental primária que o advogado precisará anexar ao seu processo é o extrato analítico da sua conta vinculada, demonstrando os meses exatos de inadimplência. O trabalhador consegue obter essa documentação de forma gratuita e totalmente online através do Aplicativo Meu FGTS. Para que o juízo aceite a denúncia, é indispensável apresentar o documento oficial expedido pela instituição gestora dos recursos, descartando contracheques que apenas mostram o desconto.
Siga estes três passos práticos para levantar as provas necessárias para a sua ação:
- Baixe o Aplicativo Meu FGTS oficial no seu smartphone e faça login utilizando as credenciais cadastradas no portal do Governo Federal (Gov.br).
- Acesse a seção correspondente aos seus contratos de trabalho, selecione a empresa atual e utilize a função de emitir o extrato analítico completo em formato PDF.
- Entregue este arquivo digital gerado diretamente pela Caixa Econômica Federal ao seu advogado, pois ele tem fé pública para instruir a ação na Justiça.
Quanto tempo demora um processo de rescisão indireta em Maceió/AL?
O tempo de tramitação de uma ação judicial de rescisão por falta de pagamentos varia conforme o fluxo da vara para a qual o processo for distribuído. Em Alagoas, as demandas são julgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-19), que opera integralmente através do sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe) para conferir mais velocidade aos atos. Segundo o relatório Justiça em Números de 2023 elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a duração média de um processo trabalhista de conhecimento na 1ª instância no Brasil é de aproximadamente 9 meses até a sentença.
No entanto, a duração real costuma ser significativamente menor para o recebimento de valores em ações bem fundamentadas. Muitos casos de falta de recolhimento são resolvidos em poucos meses através de acordos judiciais propostos logo na primeira audiência de conciliação. A agilidade na resolução depende da precisão das provas anexadas pelo advogado e da capacidade financeira da empresa de propor uma quitação antecipada do passivo trabalhista.

